segunda-feira, 6 de junho de 2011

Os Deuses devem estar loucos!!!

Hoje não vou saudar ninguém...Pior que escolher, entre um açoriano de São Miguel, cuja pronuncia é descodificável, e uma gorda que só abre a boca para aumentar o seu bolo alimentar, é ter que escolher entre um filósofo morto, um coelho de quinta, e todos os outros que se sucedem, que ora defendem foices e martelos, ora defendem a natureza e os animais (irracionais claro!)... Mas a verdade é que alguém tem que fazer o "trabalho sujo". Calma, meus amigos! Não se exaltem. Trabalho sujo no bom sentido. A vizinha do 3º esquerdo alega que não foi votar, porque estão a fazer obras na calçada que dá acesso à escola secundária dali do lado, e não queria estragar/sujar os seus Crocs novos. Se lhe cortarem a pensão quero ver onde vai comprar outro par de calçado quando se fartar daqueles. Confesso que quando cheguei à cabine de voto procurei a fotografia do Chuck Norris para poder votar nele. Ao que parece assustou-se com a história da troika. Nunca gostou muito de coisas a três. (desculpem tinha que fazer esta piada) Adiante...políticas à parte, mais uma vez Portugal cumpriu a tradição: participou no Festival da Eurovisão e não levou nada para casa. Caramba, mas porque é que continuamos a falar de política?!

Bem, vou reflectir sobre o assunto encostada à Mariazinha (almofada de estimação).

Fiquem com esta bela canção de embalar:






domingo, 1 de maio de 2011

Tamanho XXL

Saudações...depois de uma pausa para o meu retiro espiritual mensal, estou de volta para vos dar um ar da minha graça. 1
1º de Maio é Dia do Trabalhador. Hoje, 1 de Maio de 2011, primeiro domingo do mês, para além de ser feriado nacional, é Dia da Mãe (mãezinha, gosto muito de si), e estreia o novo programa de entretenimento da SIC: "Peso Pesado". Sim, hoje é de facto um GRANDE dia. Podia ser mais um domingo igual aos outros, em que, num dia chuvoso, nos sentamos à frente da televisão e, acompanhados de um belo balde de pipocas (ou para os mais exigentes, chocolates e guloseimas), vemos os típicos filmes de domingo à tarde. Aqueles que dão pela 367ª vez na televisão, ou então que dizem "Estreia", mas entretanto já o vimos noutro canal da concorrência. Sim, hoje não é um domingo qualquer. Hoje para além de não irmos trabalhar, não por ser domingo, mas sim por ser feriado, e por passarmos o dia junto da nossa querida e única mãe, podemos acompanhar a programação da SIC com o seu inovador e irreverente plano de programas para o dia. Ao longo da tarde, e ao contrário dos outros domingos, temos 2 filmes em que as personagens principais pesam mais de 90 quilos e passam mais de 90 minutos a debater-se com o facto de estarem bem "sustentados" e disso não lhes trazer muitas alegrias. A seguir ao habitual "Jornal da Noite" vem então a nova promessa do mundo da televisão e do entretenimento onde, e segunda a minha amiga Julinha, "ganha, quem perde". Ora bem, não há nada como um domingo temático para começar bem o mês, mas será que ao seguirmos esta programação iremos continuar a querer acompanhar os filmes com doces e pipocas, ou iremos optar por uma salada, não temperada, de tomate e alface. Nada contra. Aliás, no que toca a esta novidade, é de louvar o esforço pelo qual os concorrentes têm de passar e apoio este tipo de programas; mas meus amigos da Sociedade Independente, ou amigo que trata do alinhamento: Uma coisa é lançar um programa de entretenimento num feriado, outra coisa é dedicar um dia ao facto de alguns de nós precisarmos de cortar nos "luxos gastronómicos". Se querem passar algum tipo de mensagem ao público que assiste aos vossos produtos, façam-no de outra maneira.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Bom dia Mundo!


Sabem porque gosto dos Anos 80?!...Fazia-se música como deve ser. Com sentido. Não há nada como música a sério para dizer o que realmente sentimos e pensamos. Fiquem com a grande Joan Jett e a sua "Bad Reputation":

I don't give a damn 'bout my reputation
You're living in the past it's a new generation
A girl can do what she wants to do and that's
What I'm gonna do
An' I don't give a damn ' bout my bad reputation

Oh no not me

An' I don't give a damn 'bout my reputation
Never said I wanted to improve my station
An' I'm only doin' good
When I'm havin' fun
An' I don't have to please no one
An' I don't give a damn
'Bout my bad reputation

Oh no, not me
Oh no, not me

I don't give a damn
'Bout my reputation
I've never been afraid of any deviation
An' I don't really care
If ya think I'm strange
I ain't gonna change
An' I'm never gonna care
'Bout my bad reputation

Oh no, not me
Oh no, not me

Pedal boys!

An' I don't give a damn
'Bout my reputation
The world's in trouble
There's no communication
An' everyone can say
What they want to say
It never gets better anyway
So why should I care
'Bout a bad reputation anyway
Oh no, not me
Oh no, not me

I don't give a damn 'bout my bad reputation
You're living in the past
It's a new generation
An' I only feel good
When I got no pain
An' that's how I'm gonna stay
An' I don't give a damn
'Bout my bad reputation

Oh no, not me
Oh no, not
Not me, not me

(para quem precisar "Google Tradutor" ajuda)

sábado, 9 de abril de 2011

Toma lá Morangos!

Saudações...Isto de viver conforme as fontes alimentícias dos outros tem os seus "senãos". Sempre que me apetece um iogurte, vou à prateleira frigorífica da Ana ou da Raquel e tiro um. O problema é que nunca o consigo fazer, sem que elas se apercebam que falta lá um dos 3 sabores do pack de 4 iogurtes. Passo a explicar. Em cada pack de 4 iogurtes, há 3 sabores. Por exemplo: 1 de manga, 1 de pêssego e outros 2 de morango. Agora pergunto-me: porquê 2 de morango?! Porque é que os fabricantes de iogurtes insistem em pôr sempre 2 iogurtes de morango em cada pack de 4. Será que é porque o morango lhes é fornecido mais barato, ou será que é porque levam aquela frase do "vai mas é apanhar morangos" mesmo à letra?! Sempre ouvi falar muito na "apanha dos morangos" no Verão, mas pensei que isso fosse, só mais uma estratégia de recrutamento para os jovens que queriam ganhar uns trocos para ir de férias. Cada um faz o que pode e não tenho nada contra as pessoas que apanham morangos. A questão é que não gosto do morango; e para além de não gostar do morango, sou alérgica ao dito cujo. Devem estar a pensar: "C'um catano, mas esta rapariga é alérgica a tudo?! Primeiro a Primavera, agora os morangos..." É verdade! Mas a culpa não é minha. A culpa é do Destino. Qualquer dia ajusto contas com esse sujeito. Até a programas de televisão com o nome "morangos" pelo meio, sou alérgica. Sabem aqueles fondues de chocolate com morangos, com um aspecto delicioso?! Proibido! Chantilly, só em banana split ou waffles de caramelo...

E sabem que mais?! Acho que me vou dedicar à "apanha da cereja". Ao menos não lhes sou avessa e ainda faço o meu próprio negócio de Mon Chéri.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Carta à Tia Zulmira

Querida Zu,

Podia dizer-te que fui comprar tabaco e nunca mais dar sinais de vida. Deixar-te a ti e aos miúdos, com aquele sentimento de ódio e desprezo. Podia, mas não vou fazê-lo. E sabes porquê?! Porque te vou dizer a verdade. Vou-te dizer que fugi com uma mulher 20 anos mais nova que TU. E sabes porquê?! Porque há 20 anos, TU só tinhas olhos para mim. Ouvias-me, compreendias-me e rias-te das minhas piadas. Nunca percebi porque fazias tanta questão em seres TU a mostrar a nossa casa aos convidados, principalmente o jaccuzzi. Eu nem me importava. Pensava: "É da maneira que não me canso a subir e descer escadas". Mas se soubesse o que sei hoje tinha subido as escadas e juntado-me à festa. Afinal era eu que sustentava esse teu segredinho. Alimentava a boca daquela gente e ainda lhes dava guarida. Agora entendo a desconfiança da Ludovina. Sempre pensei que não jogava com o baralho todo. Sempre atrás do marido, sempre atrás do marido. "O Vasco? O Vasco? Disse que ia só à casa de banho e ainda não voltou!" Já para não falar das tuas súbitas visitas ao consultório do Dr. Gaspar e aquelas "dores de costas". Não te preocupes que ele já enviou por correio a conta das "consultas". Fiz questão de a colocar em cima da tua escrivaninha para mais tarde acertares contas com ele. 
Em relação às crianças não tens que te preocupar. Mais perpicazes que eu, já sabiam há muito tempo o que a mãe andava a fazer. O Tomás, por ser mais velho, até me prometeu ir visitar ao ALLgarve sempre que pudesse. Pedi-lhe para tomar bem conta do irmão, já que a mãe está demasiado ocupada a mudar os lençóis da cama. Adiante...queria que soubesses que continuarei a ser um pai presente e farei de tudo para que nada falta aos miúdos. Deixei os papéis do divórcio em cima da cómoda da sala de jantar. É só assinar e estarás livre para polinizar.

Já não te amo,

José.

P.S.: Sabes aquele vestido preto que tens há 30 anos e ainda pensas que te torna a mulher mais linda do mundo?! Não o uses. Fica-te mal!

(Depois de ler esta carta percebi porque é que a tia Zulmira chorava todas as noites. Não porque o meu tio José a tinha abandonado, mas porque tinha descoberto que tinha perdido tudo: os filhos, a casa, as roupas caras...Ele tinha-a deixado sem nada!)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Quem conta um conto acrescenta um ponto

Saudações...Nunca vos aconteceu ouvirem  várias versões da mesma história, contada por várias pessoas?! Um pequeno cientistazinho que se transforma num monstro grande e verde?! Pois é! Um pequeno desentendimento entre duas ou mais pessoas transforma-se numa verdadeira arena de gladiadores, uma pergunta fora do normal torna-se motivo de desconfiança e o mau estar de alguém passa a ser alvo de especulação. Somos verdadeiros contadores de histórias. Por natureza, conseguimos transformar uma simples análise ao sangue em algo extraordinariamente fascinante e mirabolante. Uma autêntica aventura. Não é por mal. Faz parte. É o mesmo que pedir a um maníaco das limpezas que não limpe o pó daquele quadro que está mesmo à nossa frente. Está-nos no sangue. Ou porque nos queremos gabar de algo que fizemos ou queríamos ter feito. Ou porque aquilo não foi bem assim, mas como não sabemos o que realmente aconteceu vamos dar azo à nossa imaginação e inventar. Só porque sim. A nossa imaginação é como o sal, quanto mais a utilizamos para condimentar a nossa história, mais necessidade temos de acrescentar outros ingredientes (factos) para que não salgue demais e fique no ponto. Enquanto crianças, adocicão-nos a imaginação para que ao passar dos anos, ao crescer,  a interpretemos de uma maneira completamente oposta. Salgada e insaciável. Contraditório, não é?! Nem tudo tem uma explicação. Andamos de mãos dadas com o incerto, dormimos com o imprevisível e ceamos com o improvável. A linha que divide a nossa imaginação da nossa realidade é do tamanho de um danoninho, por isso cuidado com que aquilo que sonham porque ainda se torna realidade. 
Como diria um grande amigo meu, António Gedeão: O sonho comanda a vida!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Green, o aspirador que falava (parte III)

Como era a mais nova, e como a mãezinha não podia, nunca tive nada mesmo meu. Quarto, roupa, atenção plena dela e do paizinho quando ainda era vivo. Os irmãos passavam metade do tempo a tramar-se uns aos outros. O Gregório vivia agarrado às enciclopédias, o Guadalberto tentava mudar o mundo, a Leticia sempre apaixonada e os restantes estavam demasiado ocupados em marcar uma posição lá em casa. Uma verdadeira República das Bananas!

Resultado de tudo isto: O meu melhor amigo era um aspirador!

Há crianças que arranjam amigos imaginários...eu falava com o aspirador verde lá de casa, o Green! Contava-lhe os meus segredos, jogávamos às cartas, bebíamos o belo do chá das 5...com ele podia contar  para tudo, sempre!
Até que um dia a Leticia chateou-se com o namorado húngaro e descontou no Green. Coitado... foi directo para a sucata!
Nunca me irei esquecer dele. Aliás para o ter sempre presente na minha vida, já arranjei um aspirador verde...mais moderno, mas verde...aqui para a minha despensa.

Pensem o que quiserem! Agora já tenho amigos reais, mas nunca me esquecerei do meu Green, que quando todos me viraram costas, me deu a sua pega manual.

Green, o aspirador que falava (parte II)

O Gregório, o mais novo dos 5 rapazes era (e é)  o menino dos olhos da mãezinha. O primeiro homem na família a ir para a faculdade e sair de lá com um canudo de Doutor. Sabem qual é a sua especialidade?! Psiquiatra! Ainda queria ir para ginecologia, mas a sua experiência familiar com 7 mulheres bastou-lhe. Aliás, acho que foi por isso que escolheu essa vertente, para se evadir um pouco do seu trauma e ir tratar o dos outros. Como diz o outro: às vezes conseguimos resolver melhor os problemas de terceiros do que os nossos próprios.

A Letícia, a segunda mais nova, casou com um judeu e fugiu. Sempre teve o "parasita do nomadismo". Nunca mais ouvi nada dela. Só liga à mãezinha para dizer que está viva e pedir que tome bem conta do seu periquito Pavarotti.

A Filomena e a Isabel, assim como o Gregório, foram para a faculdade. Já estão numa de Doutoramento e tudo. Uma foi para advogada e a outra para criminologista. Lembro-me de ser pequena e de as ver brincar com bonecas decapitadas e lupas. A  Filomena gritava: "Declaro o réu culpado!". Eu fazia parte do jurado...enquanto elas diziam umas coisas eu ficava a fingir que ouvia e abanava com a cabeça.

A Tessa e a Vanessa eram gémeas, gostavam de ajudar a mãezinha na cozinha e brincar com animais. Abriram um restaurante, são sócias, a Vanessa é veterinária e a Tessa faz voluntariado num canil. Sempre gostaram de ajudar. Viviam no mundo delas e tinham a sua própria linguagem, um código só delas.

Resto eu, a mais nova, aquela que ficava sempre para o fim. Brincava com os brinquedos velhos dos mais velhos. Vestia a roupa usada das irmãs e era cobaia para algumas das experiências mirabolantes do trio fantástico: Norberto, Baltazar e Silvestre.

Green, o aspirador que falava

Saudações...Segunda é dia de historinha. Nunca contei isto a ninguém. Sou a mais nova de 12 irmãos. Digamos que lá em casa não havia televisão e o fogão era lento! E ser a mais nova de 6 raparigas e 6 rapazes é obra. Acreditem! Às tantas já não sabem para onde se virar. 

O paizinho cedo partiu. Deu-lhe a travadinha quando descobriu que o Guadalberto jogava para a outra equipa. Não que lhe fizesse confusão nem nada, mas o senhor já andava mal do coração; um dia entra em casa e vê o filho a ler a Vogue... Não aguentou! Sabem...Naqueles tempos as mentalidades eram diferentes...perguntem aos vossos avós. 

Continuando...a mãezinha andava sempre de um lado para o outro, com o pano da loiça numa mão e o outro a bater as batatas para o puré. Ainda cozinhava para fora! O defunto não tinha deixado muita coisa: amor e um lugar na fábrica de parafusos! O Benjamim, que nunca gostou muito de livros, mal fez 18 anos foi logo ocupar o lugar do pai. Fez-se um homenzinho e hoje é dono daquilo. 

Os 3 da vida airada (o Norberto, o Baltazar e o Silvestre) abriram um negócio de "produtos naturais" e até agora têm tido bastante sucesso. Ao que parece as pessoas só "inalam boas energias" e saem de lá (da loja) com um sorriso na cara. 

Ao que parece o jeito para o negócio reinava na família!

domingo, 27 de março de 2011

A Margarida detesta isto (polegar da Auchan para baixo)

Saudações...Como já tinha dito, e como a Raquel diz, eu sou do contra. Admito, sou do contra. Não é por mal. Mas o "não consegues vencer, junta-te a eles" comigo não pega. Quando percebem que as redes sociais só servem para uma coisa: Fazer dinheiro! Qual "ligar o mundo através de um simples clique", qual quê! "Fui à casa de banho" "Rodolfo Dias gosta disto" Really?! Quando é que as pessoas percebem que o Rodolfo não irá lá estar quando forem REALMENTE velhinhos e REALMENTE precisarem de ajuda para REALMENTE irem à casa de banho. O ser humano passa 90% do seu tempo a negar as inevitabilidades da vida. Dos vossos mais de mil "amigos do facebook" só 250 estarão no vosso casamento e 150 no vosso funeral. O mundo das redes sociais é tão lindo! Partilham-se "ligações", gosta-se de tudo, até das desgraças dos outros: "Hoje apanhei uma molha daquelas..." "S.Pedro gosta disto". Até dos próprios comentários se gosta. Se as pessoas não gostassem daquilo que escrevem então não escreviam. Parece-me um pouco óbvio. E depois aquela coisa das pessoas estarem "numa relação e ser complicado". Porque não escrevem logo: "X e Y estão apaixonados mas têm medo de o assumir e de se comprometer. Se são sinceros para umas coisas, porque não o são para outras?! Nas redes sociais, todos são "vizinhos" uns dos outros, trocam presentes, cenouras, hortaliças e até mesmo vacas, são convidados para tudo o que é "evento" e fazem parte de todos os "grupos" e mais algum. E na vida real?! Alguém vos vai fertilizar o campo, alguém vos vai dar um cesto de ovos, alguém que vocês nunca viram, tirando na rede social, vos vai convidar para aquela festa na sua casa de praia em Carcavelos. Claro que não! Assim já não gostam muito, pois não?! Eu percebo. Eu também detesto quando a Filipa não partilha as bolachas comigo, ou  a Raquel não me convida para aquela festa; mas nesses casos faço eu a minha própria festa e a Raquel não vai, ou roubo um pacote de bolachas à Ana e não partilho com a Filipa. Simples! A realidade são vocês que a fazem e há que a viver. Porque se eu não viver a minha realidade, quem a viverá?!

Vão vir charters da China...

Saudações...Não sou uma rapariga de causas, mas neste caso tenho que falar! Vivo num anexo, não por obrigação mas porque gosto. Sim, gosto! Como tudo começou?! Um dia conto-vos.Continuando...anexo, departamento, divisão, secção, sector...tudo conceitos com os quais me identifico. Ouvir Paulo Futre falar num "departamento para o jogador chinês" é algo que me apraz bastante. Aliás, acho que todos deviam ter o seu próprio departamento. Por exemplo: o departamento do economista, o departamento do atleta, o departamento do cozinheiro, o departamento do engenheiro, o departamento do cineasta, o departamento do funcionário público...Isto porquê?! Porque todos merecem um  espaço para "dar azo à imaginação". Espaço para criar, para produzir, para realizar, para pensar, para administrar aquilo que é seu, aquilo que pertence ao seu saber. Espaço para gritar: "Eureka, consegui! Ter um departamento é um pequeno passo para o Homem, um grande passo para a Felicidade. Se não, porque acham que aqueles que têm o seu próprio departamento numa empresa, instituição, serviço, produzem mais e melhor , e estão sempre com um sorriso na cara?! Se calhar é porque ganham mais do que os outros...mas isso agora também não interessa nada! Porque o que está aqui em causa é o facto de nos abstrairmos de tudo e todos, e dentro do nosso espaço sermos "chefes de nós mesmos" e "departamentarmo-nos" à vontade. Se não vejam! Cada vez que a Ana ou a Maria se dirigem à cozinha para "alimentar os seus estômagos", não só precisam de espaço para conceber a sua refeição como precisam de espaço para se mobilizar durante todo o processo de confecção da "obra-prima". Sim, meus caros, ter um departamento é essencial! Perguntem a qualquer detective privado de sucesso. Ele dirá-vos-à que foi entre aquelas quatro paredes que descobriu o paradeiro do meio-irmão do Presidente do Panamá, ou então, o paradeiro da amante do vereador da Câmara Municipal de Celorico da Beira.
Aqui, no meu departamento: "A Margarida quer, o artista sonha, a obra nasce"!

terça-feira, 22 de março de 2011

Essa pessoa eras tu, não eras?!

Saudações...Hoje venho aqui falar de uma coisa que de certeza já aconteceu a muitos de vocês. Imaginem este cenário: Fulano diz a outro:"Ah e tal, um amigo meu é que joga bastante esse jogo! Não tem mesmo mais nada para fazer!..." ou então: "Hoje falei com uma amiga minha que estava com este e aquele problema...o que farias nessa situação?!" Como diria a Filipa, uma das vizinhas do meu corredor, e passo a citar: "Típico!" Sim, típico. Quando alguém se chega a vocês, apresenta uma situação, facto, acontecimento e fala na 3ª  pessoa do singular é sempre caso para desconfiar. No fundo, lá muito no fundo, existe a vergonha, embaraço, timidez, receio, medo... Ninguém gosta de admitir que infringiu as regras e foi apanhado, nenhum homem gosta de admitir que chora quando vê filmes românticos com a namorada, nenhuma mulher gosta de admitir que "falhou" na dieta porque estava mesmo com vontade de comer aquela deliciosa tarte. Sim, meus amigos, é verdade! Ele adora cantar no Singstar, e ela sempre que pode vai almoçar ao KFC. Ah, e há ainda aqueles que, depois de uma grande asneira, e como não sabem como a confessar ao amigo dizem: "No outro dia, um amigo meu bateu numa carrinha que estava à frente do seu BMW. Fugiu e agora não sabe o que fazer...Coitado!" Duas coisas que tenho a dizer sobre isto: Primeiro, recusa-se a aceitar que tem um velho Peugeot 205, e depois, porque não diz logo o que aconteceu com ele?! O mal já está feito! Ainda no outro dia a Maria veio falar comigo: "Tenho uma amiga que descobriu agora os benefícios do exercício físico logo pela manhã". O que ela queria dizer era: " Agora corro todas as manhãs e sinto-me muito melhor." Aliás nem sei porque esconde...Outra! Filipa: "No outro dia estávamos no Bairro Alto e uma amiga minha encontrou pessoas que não queria. Ficou logo mau clima!" Pergunta da praxe: Essa pessoa eras tu, não eras?! Experimentem perguntar isto olhando nos olhos da pessoa. Não falha!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Antes de mais nada, sou A Margarida

Saudações...Chamo-me Margarida e a partir de agora partilharei convosco, cibernautas, um pouco de mim e deste meu mundo estranho e complexo, onde só entra aquele ou aquela que tiver um pacote de bolachas deliciosas ou então um pacote de batatas fritas estaladiças (já agora se optarem pelas batatas tragam Lay's Camponesas, as favoritas da minha vizinha aqui do quarto à frente, a Ana, sempre que posso, e ela não vê, tiro algumas, aqui deste anexo onde vivo, a despensa...mas isso é outra história). E depois deste grande parênteses vamos realmente ao que me trouxe aqui hoje. Irão reparar ao longo deste meu diário de bordo, que sou uma pessoa um tanto ou quanto peculiar. A Raquel diz que sou do "reviralho" porque meto defeitos a tudo. Opá, não é meter defeitos a tudo, mas há coisas que me fazem confusão. Por exemplo, hoje, dia 21 de Março chegou a Primavera...alguém me explica onde está a beleza disso?! Hein?! Sinceramente, não vejo beleza em olhos inchados, narizes fungosos e completo mau estar. Sim, meus amigos é assim que fico quando a minha querida primaVera chega! E isto tem um nome: ALERGIAS! Todos os anos a mesma coisa. As pessoas até fazem festas porque essa primaVera chegou. Ainda ontem a Maria recebeu uns amigos que estavam eufóricos por causa da chegada dessa grande "personagem". Uma coisa que a Maria me ensinou foi a partilhar, mas quando estão todos contentes pela chegada de bom tempo e eu vou passar os próximos meses de lenço numa mão e spray nasal na outra, não obrigada! Vão partilhar esse contentamento para o facebook, se fazem o favor. Todos na rua a aproveitar o sol, rapazes e raparigas vestidos a rigor, prontos para ir para a praia, e eu, na minha despensa, em modo "eremita alérgica".