segunda-feira, 18 de abril de 2011

Bom dia Mundo!


Sabem porque gosto dos Anos 80?!...Fazia-se música como deve ser. Com sentido. Não há nada como música a sério para dizer o que realmente sentimos e pensamos. Fiquem com a grande Joan Jett e a sua "Bad Reputation":

I don't give a damn 'bout my reputation
You're living in the past it's a new generation
A girl can do what she wants to do and that's
What I'm gonna do
An' I don't give a damn ' bout my bad reputation

Oh no not me

An' I don't give a damn 'bout my reputation
Never said I wanted to improve my station
An' I'm only doin' good
When I'm havin' fun
An' I don't have to please no one
An' I don't give a damn
'Bout my bad reputation

Oh no, not me
Oh no, not me

I don't give a damn
'Bout my reputation
I've never been afraid of any deviation
An' I don't really care
If ya think I'm strange
I ain't gonna change
An' I'm never gonna care
'Bout my bad reputation

Oh no, not me
Oh no, not me

Pedal boys!

An' I don't give a damn
'Bout my reputation
The world's in trouble
There's no communication
An' everyone can say
What they want to say
It never gets better anyway
So why should I care
'Bout a bad reputation anyway
Oh no, not me
Oh no, not me

I don't give a damn 'bout my bad reputation
You're living in the past
It's a new generation
An' I only feel good
When I got no pain
An' that's how I'm gonna stay
An' I don't give a damn
'Bout my bad reputation

Oh no, not me
Oh no, not
Not me, not me

(para quem precisar "Google Tradutor" ajuda)

sábado, 9 de abril de 2011

Toma lá Morangos!

Saudações...Isto de viver conforme as fontes alimentícias dos outros tem os seus "senãos". Sempre que me apetece um iogurte, vou à prateleira frigorífica da Ana ou da Raquel e tiro um. O problema é que nunca o consigo fazer, sem que elas se apercebam que falta lá um dos 3 sabores do pack de 4 iogurtes. Passo a explicar. Em cada pack de 4 iogurtes, há 3 sabores. Por exemplo: 1 de manga, 1 de pêssego e outros 2 de morango. Agora pergunto-me: porquê 2 de morango?! Porque é que os fabricantes de iogurtes insistem em pôr sempre 2 iogurtes de morango em cada pack de 4. Será que é porque o morango lhes é fornecido mais barato, ou será que é porque levam aquela frase do "vai mas é apanhar morangos" mesmo à letra?! Sempre ouvi falar muito na "apanha dos morangos" no Verão, mas pensei que isso fosse, só mais uma estratégia de recrutamento para os jovens que queriam ganhar uns trocos para ir de férias. Cada um faz o que pode e não tenho nada contra as pessoas que apanham morangos. A questão é que não gosto do morango; e para além de não gostar do morango, sou alérgica ao dito cujo. Devem estar a pensar: "C'um catano, mas esta rapariga é alérgica a tudo?! Primeiro a Primavera, agora os morangos..." É verdade! Mas a culpa não é minha. A culpa é do Destino. Qualquer dia ajusto contas com esse sujeito. Até a programas de televisão com o nome "morangos" pelo meio, sou alérgica. Sabem aqueles fondues de chocolate com morangos, com um aspecto delicioso?! Proibido! Chantilly, só em banana split ou waffles de caramelo...

E sabem que mais?! Acho que me vou dedicar à "apanha da cereja". Ao menos não lhes sou avessa e ainda faço o meu próprio negócio de Mon Chéri.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Carta à Tia Zulmira

Querida Zu,

Podia dizer-te que fui comprar tabaco e nunca mais dar sinais de vida. Deixar-te a ti e aos miúdos, com aquele sentimento de ódio e desprezo. Podia, mas não vou fazê-lo. E sabes porquê?! Porque te vou dizer a verdade. Vou-te dizer que fugi com uma mulher 20 anos mais nova que TU. E sabes porquê?! Porque há 20 anos, TU só tinhas olhos para mim. Ouvias-me, compreendias-me e rias-te das minhas piadas. Nunca percebi porque fazias tanta questão em seres TU a mostrar a nossa casa aos convidados, principalmente o jaccuzzi. Eu nem me importava. Pensava: "É da maneira que não me canso a subir e descer escadas". Mas se soubesse o que sei hoje tinha subido as escadas e juntado-me à festa. Afinal era eu que sustentava esse teu segredinho. Alimentava a boca daquela gente e ainda lhes dava guarida. Agora entendo a desconfiança da Ludovina. Sempre pensei que não jogava com o baralho todo. Sempre atrás do marido, sempre atrás do marido. "O Vasco? O Vasco? Disse que ia só à casa de banho e ainda não voltou!" Já para não falar das tuas súbitas visitas ao consultório do Dr. Gaspar e aquelas "dores de costas". Não te preocupes que ele já enviou por correio a conta das "consultas". Fiz questão de a colocar em cima da tua escrivaninha para mais tarde acertares contas com ele. 
Em relação às crianças não tens que te preocupar. Mais perpicazes que eu, já sabiam há muito tempo o que a mãe andava a fazer. O Tomás, por ser mais velho, até me prometeu ir visitar ao ALLgarve sempre que pudesse. Pedi-lhe para tomar bem conta do irmão, já que a mãe está demasiado ocupada a mudar os lençóis da cama. Adiante...queria que soubesses que continuarei a ser um pai presente e farei de tudo para que nada falta aos miúdos. Deixei os papéis do divórcio em cima da cómoda da sala de jantar. É só assinar e estarás livre para polinizar.

Já não te amo,

José.

P.S.: Sabes aquele vestido preto que tens há 30 anos e ainda pensas que te torna a mulher mais linda do mundo?! Não o uses. Fica-te mal!

(Depois de ler esta carta percebi porque é que a tia Zulmira chorava todas as noites. Não porque o meu tio José a tinha abandonado, mas porque tinha descoberto que tinha perdido tudo: os filhos, a casa, as roupas caras...Ele tinha-a deixado sem nada!)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Quem conta um conto acrescenta um ponto

Saudações...Nunca vos aconteceu ouvirem  várias versões da mesma história, contada por várias pessoas?! Um pequeno cientistazinho que se transforma num monstro grande e verde?! Pois é! Um pequeno desentendimento entre duas ou mais pessoas transforma-se numa verdadeira arena de gladiadores, uma pergunta fora do normal torna-se motivo de desconfiança e o mau estar de alguém passa a ser alvo de especulação. Somos verdadeiros contadores de histórias. Por natureza, conseguimos transformar uma simples análise ao sangue em algo extraordinariamente fascinante e mirabolante. Uma autêntica aventura. Não é por mal. Faz parte. É o mesmo que pedir a um maníaco das limpezas que não limpe o pó daquele quadro que está mesmo à nossa frente. Está-nos no sangue. Ou porque nos queremos gabar de algo que fizemos ou queríamos ter feito. Ou porque aquilo não foi bem assim, mas como não sabemos o que realmente aconteceu vamos dar azo à nossa imaginação e inventar. Só porque sim. A nossa imaginação é como o sal, quanto mais a utilizamos para condimentar a nossa história, mais necessidade temos de acrescentar outros ingredientes (factos) para que não salgue demais e fique no ponto. Enquanto crianças, adocicão-nos a imaginação para que ao passar dos anos, ao crescer,  a interpretemos de uma maneira completamente oposta. Salgada e insaciável. Contraditório, não é?! Nem tudo tem uma explicação. Andamos de mãos dadas com o incerto, dormimos com o imprevisível e ceamos com o improvável. A linha que divide a nossa imaginação da nossa realidade é do tamanho de um danoninho, por isso cuidado com que aquilo que sonham porque ainda se torna realidade. 
Como diria um grande amigo meu, António Gedeão: O sonho comanda a vida!